quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Hoje Li Drummond.

Hoje li Drummond.
E meu coração se acalmou.
É a poesia que acalanta,
Quando o afago não vem.
É o carinho que falta,
Quando a verdade é pela metade.
Hoje li Drummond.

E veio o amor.
A paixão.
O abraço que dá segurança.
Hoje li Drummond.
Briguei com a poesia.
Questionei.
Mas, amei.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

dois

uma vontade, um desejo.
um amigo, um parceiro.
uma história, um sonho.
um mistério, uma certeza.
uma escada rolante, um momento.
uma dor, uma alegria.
um sorriso, vários motivos.
um homem, um príncipe.
um menino, uma paixão.
um time, um amor.
um jardim, várias flores.
um medo, alguns espinhos.
um dia, minha vida. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

domingo, 26 de julho de 2015

Longe

de longe,
tão longe,
para longe.
e aqui.
bem aqui.
sua respiração.
seu olhar.
seu toque.
SUA VOZ.
e todas as possibilidades
que um (des)encontro 
permite 
de longe, 
tão longe,
para longe.
e ele aqui.
fazendo carinho.
beijando de mansinho.
me pegando com força.
me dizendo coisas.
as coisas.
que coisas.
suas coisas.
ele aqui.
ele longe.
ele em mim.


quarta-feira, 1 de julho de 2015

sonhei penhascos


Dos desejos de Hilst.
Sonhei Penhascos.
Sou Quase.
Estive Quase.
Toquei Quase.
Ele estava ali.
Cheio de desejo.
E vontades.
As minhas.
As deles.
E de novo,
Sonhei Penhascos.



Da poesia de Hilda.
Da história minha.
Dos fracassos meus.
Ele era o desejo.
Ali.
Tão sendo meu.
Tão impossível.
De novo.
Abismo.

terça-feira, 23 de junho de 2015

tudo

meus textos.
minhas palavras.
minhas coisas.
escrevo escutando Caetano.
volto com desejo de folia de poesia.
com desejo de desejo.
outra.
sendo a mesma.
dura.
pedra.
vazia e plena.
com vontade dele.
com nojo dele.
com ódio dele.
com saudade dele.
Mais pureza, mais carinho, mais calma, mais alegria
No meu jeito de me dar.

escrevo para o poeta.
pra ele sempre
a poesia
que não é minha
que não existe
que não quero.
mas, tá aqui.
em mim.
pra ele.


domingo, 30 de novembro de 2014

não tenho talento para certezas

tenho muito orgulho de ser o que sou.
não a mulher.
dessa ainda sinto muitas vergonhas.
essa, ainda, me decepciona.
mas o ser.
de existir.
de ser.
uma bobagem sem tamanho que me preenche as 3 da manhã.
tudo isso, por que procurando companhia no Netflix, 
me apaixonei pela sinopse de um filme.
ele dizia, uma história que se passa em 1800.
ponto para o filme.
e tinha o título mais delicioso que chocolate 100% cacau da kopenhagen:
palácio das ilusões.
minha vida é um título.
[Jane Austen o escreveu como Mansfield Park!]
uma protagonista que tinha como válvula de escape,
escrever.
uma história de amor
que teve a declaração: "te amo como um herói ama sua heroína."
que terminou com o amado dando um título 
para o livro das histórias da amada.
cena final.
tenho talento para tirar de filmes medíocres, 
frases de uma vida.
e lá estava ela:
NÃO TENHO TALENTO PARA CERTEZAS.
declarou  Fanny Price!
um filme de 1999.
essa frase agora está me assombrando.
pois resumiu uma vida.
uma semana de horrores.
dias de trevas.
incertezas.
e tudo o mais.
minha fada madrinha, 
me mandou pelo whatsapp. 
elas também usam tecnologias:
ela me disse que fico tão focada em coisas que não tem tanta importância
que não me permito olhar para os lados, para as oportunidades.
disse também que sou especial.
que o Deus que creio, 
vai me mostrar um caminho
e que pra isso tenho que estar aberta de coração, alma, olhos e conceitos.
eu apenas suspiro.
e penso que sou rainha e absoluta
no meu palácio de ilusões.
e apenas respondo
eu só queria ser amada como um herói ama sua heroína.
isso não é fantasia.
isso é real.
isso existe SIM.
e por mais que minha razão diga, 
desista.
fuja.
se esconda.
o meu coração, 
vai driblando os medos, 
as frustrações.
os momentos que fui descartada.
preterida.
e crê.
a cena que mais amo em Brilho Eterno.
outro filme. mais filmes.
mostra o Joel tentando "salvar" suas lembranças
que a máquina estava apagando.
então ele corria e escondia a Clementine
na sua infância...
nos lugares mais distantes da memória...
para salvar aquele amor.
vontade de chorar de novo.
no tempo que tinha que ser, 
disse a minha mais nova protagonista fanny price!
no tempo que tiver que ser
eu vou ouvir a VERDADE mais linda.
de um amor.
e de mim.